Buscar
  • Bruna Rocha

A devoção do Ofício e a doutrina da Imaculada Conceição

“Deus vos salve, Virgem, Mãe Imaculada, rainha de clemência de estrelas coroada.”


A Virgem Maria, graças a um privilégio singular oferecido por Deus em vista dos méritos de seu Divino Filho, foi totalmente preservada do pecado original desde a sua concepção. Sois terra bendita e sacerdotal. Sois da castidade símbolo real. Ela não foi atingida pelo pecado, apesar de viver num mundo marcado por ele. Casa dedicada a Deus sempiterno. Sempre preservada, Virgem, do pecado. O mal foi vencido antes mesmo de ter tocado em Maria, pois Deus a cumulou de graça. Maria Santíssima foi a primeira a ser salva, como primícias da salvação que Deus quer conceder a cada um de seus filhos. Deus a escolheu e, já muito antes em seu tabernáculo morada lhe deu. Depois de Deus, Ela é a mais repleta de inocência e santidade, beleza e perfeição.

Quando o anjo anuncia a Santíssima Virgem, na Encarnação do Verbo de Deus no ventre de Maria, ele a chama de “cheia de graça” – “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28). A qual escolheu para ser mãe sua, e de vós nasceu o Filho de Deus. Santa Isabel, a parenta da Virgem, afirma: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc 1,42). Deus vos nomeou desde a eternidade para Mãe do Verbo com o qual criou. Lá estava quem era a sede de todas as graças de Deus, embelezada com todos os carismas do Divino Espírito Santo, nunca sujeita à maldição. Junto de seu Filho, participante da eterna benção.


Inspirada pelo Divino Espírito Santo, a Igreja desde os seus primórdios, de diversas formas, promoveu a doutrina a respeito da singular dignidade da Virgem Maria. Assim vos livrou da culpa original. De nenhum pecado há em vós sinal. Sempre incentivou-se olhar a Conceição de Nossa Senhora como diferente de todos os outros seres humanos, seja nos ensinamentos ou nos atos solenes. Toda é formosa minha companheira; nela não há mácula da culpa primeira.


A fim de honrar sempre mais na Santíssima Virgem seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, porque toda honra e glória rendidas à Santa Mãe recai sobre seu Filho. Por inspiração do Espírito Santo, em honra da Santíssima Trindade, para exaltação da fé católica, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo e dos apóstolos Pedro e Paulo, o Papa Pio IX, no dia 08 de dezembro de 1854, através da bula “Ineffabilis Deus”, declara, pronuncia e define:


A doutrina que defende a beatíssima Virgem Maria foi preservada de toda mancha do pecado original desde o primeiro instante de sua concepção, por singular graça e privilégio de Deus onipotente e em atenção aos merecimentos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi revelada por Deus e que, por isso, deve ser admitida com fé firme e constante por todos os fiéis.


No século XVI, o franciscano Bernardino de Butis compôs o Oficio da Imaculada Conceição. Em 1678 o Papa Inocêncio IX o aprovou, em 1876 o Papa Pio IX o enriqueceu, após ter declarado o Dogma da Imaculada Conceição anteriormente em 1854. Agora, lábios meus, dizei e anunciai os grandes louvores da Virgem Mãe de Deus. Nossa Senhora, resplandecente de Deus e nunca maculada pelo pecado, é a mãe da nova humanidade resgatada pelo seu filho Jesus. Somos chamados à imitarmos Maria Santíssima como testemunhas do amor de Cristo, portadores de sua mensagem salvífica. Através da recitação do Oficio louvamos à Santíssima Virgem – a primeira e a mais perfeita discípula de Jesus, nos aproximando ainda mais de seu Divino Filho. A devoção e o amor à Nossa Senhora é estimulo e prenúncio de uma vida mais santa. Deus vos salve, Virgem, Senhora do mundo, rainha dos Céus e das virgens, Virgem.


Pe. Luiz Rogério Gemi

Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças



50 visualizações
Deixe sugestões ou tire suas dúvidas
  • Facebook - Diocese de Osasco
  • Instagram - Diocese de Osasco
  • YouTube - White Circle

© 2020 por Diocese de Osasco.

Orai sem cessar.